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VÃNGRI KAINGÁNG

25/09/2021

É arte educadora no Instituto Kaingáng e também atua como escritora, artesã e artista visual. É do povo Kaingáng, nascida na Aldeia de Ligeiro, no município de Tapejara, Rio Grande do Sul. Formou-se como educadora bilíngue, pelo Instituto Kaingáng, na Aldeia Serrinha, Rio Grande do Sul, 2008, 2009, 2010, 1011,2012 e 2013.

Algumas de suas iniciativas foram premiadas e reconhecidas nos Prêmios Cultura Viva e Escola Viva. Desenvolve trabalhos no Ponto da Cultura para capacitação dos educadores colaboradores da Instituição, nas áreas de artes plásticas oficinas de desenho e grafismo indígena com jovens e crianças da Aldeia e fora da comunidade em escolas de não indígenas. Participou de capacitação na área de Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, focada na desopressão das minorias étnicas, e realiza trabalhos teatrais junto à comunidade da Serrinha, junto com jovens da escola e do Ponto de Cultura. Participou de capacitação na área áudio visual, roteiro, fotografia, filmagem e edição de imagem, com Ponto de Cultura TV OVO, para criação de documentários educativos envolvendo o conhecimento tradicional do povos indígenas, medicina e costume do povo Kaingáng. Fez capacitação nas áreas de inclusão digital, projeto Gesac, Ponto de Cultura Digital, Porto Alegre e também para a elaboração de projetos e captação de recursos, Lei Rouanet, Ministério da Cultura, (MINC). A maioria dos seus projetos foram desenvolvidos em parceria com Instituto Kaingáng (INKA), IFHAN, como as oficinas nas áreas pintura em tela, pintura corporal e tecelagem, envolvendo professores de sete comunidades Indígenas do Rio Grande do Sul, com participação nos Jogos Indígenas Nacionais, e Jogos Indígenas do Rio Grande do Sul.

Vãngri também é escritora, e participou da Antologia Indígena com vários escritores e educadores do NEARIN, (Núcleo de escritores Indígenas ) do INBRAPI, publicado pela Secretaria de Cultura de Mato Grosso, especialmente para primeira FLIMT, Feira do Livro de Mato Grosso em 2009. Escreveu e ilustrou o seu livro Jóty, o tamanduá, que trata da mitologia do povo Kaingáng, e que foi publicado pela Global Editora em julho de 2010. É griô aprendiz do Projeto Ação Griô do Ministério da Cultura, de 2008 a 2013.

Alguns de seus trabalhos foram desenvolvidos com a Rede Globo de Televisão, no núcleo indígena da novela Araguaia escrita por Walther Negrão e exibido entre 2010 e 2011, sobre o grafismo indígena e a tradução de falas dos personagens para língua indígena. Participou na figuração, maquiagem e pinturas corporais do elenco de Bily Pig, filme produzido pela emissora da TV RECORD.

Participou de trabalhos educacionais junto aos Povos da Floresta, desenvolvidos dentro da Lei 11.645, com escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro. Atuou como artista plástica na produção de peças de obra de arte sob encomenda como o balaio gigante em exposição no MAM, a partir de agosto de 2013, sendo o maior cesto indígena produzido por diferentes povos indígenas, coordenado por esta artista plástica. Ministra oficinas de tecelagem para peças de adornos com grafismo indígena, e viaja por diferentes aldeias do norte do Rio Grande do Sul.

Na área de produção audiovisual, participou do Projeto Ação Griô Nacional, com um documentário premiado pelo ministério da cultura no ano de 2009.

Atualmente atua em projetos educacionais envolvendo as quatro escolas da comunidade de Serrinha, pelas Instituições (INKA) Instituto Kaingáng, e (INBRAPI) Instituto Brasileiro para Propriedade Intelectual.

Mais informações: https://www.facebook.com/vangri.kaingang